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Gênese
O momento se faz, a hora pede, neste ponto da minha pequena existência eu inicio a divulgação de coisas que eu aprendi, aprendo e aprenderei.
Quero deixar as coisas bem claras, a opinião mais importante aqui é a minha. A sua é legal saber também.
Vocês são sempre bem vindos para ler e opinar sobre o que estiver aqui.
Não pensem vocês que eu quero elogios, muito pelo contrário eu quero ser criticado, mas construtivamente.
Fica aqui a minha reverência a você meu visitante.

Márcio Brigo
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Letras de Músicas

Ilusões e Mistérios



Domingo, Abril 9
Esperança

Para ler ouvindo: U2 - With Or Without You.



uma gota solta salgada
escorre sem dó ou piedade
em meu rosto já castigado

um dedo a espalha
e por sua vez mistura
com o sal da minha face

respiro fundo
vou correr
inverdade
não tenho forças

minha esperança reside
na força de um dedo
que espalha lágrimas
e que talvez me faça feliz

MÁRCIO BRIGO 00:51 [+]
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Sexta-feira, Dezembro 30
A Lenda de Shug

Para ler ouvindo: Raul Seixas - As Minas do Rei Salomão.



Em um passado longínquo em uma galáxia muito distante iniciou-se a nossa história quando Shug Wizar criou um amuleto mágico com todos os seus poderes e entregou sua vida para dar energia ao mesmo. Nascia assim o OLHO DE SHUG. Shug Mas (Filho de Wizar) passou a recrutar jovens de todas as raças para que fizessem parte de uma ordem que tinha como objetivo a iluminação dos seres através dos conhecimentos da natureza e dos homens. Era criada a ordem dos Shugnightis.

Mas no mundo nem tudo é conhecimento e paz. Quando a população do planeta percebeu que os estudiosos da irmandade recebiam uma energia incomum, conseguiam proezas em vários níveis, desde antecipações de acontecimentos futuros até o controle dos elementos da natureza. Houve um misto de temor e cobiça.

Os governantes do planeta solicitaram então a ordem Shugnightis (então já com cem anos de existência) que empregassem o OLHO DE SHUG, Shug Mas (então com cento e vinte sete anos) disse que seria um ultrage entregar a alma de seu pai. Os governantes então resolveram declarar guerra a Ordem de Shug. Shug Mas se viu obrigado a defender a cultura recolhida em cem anos, nascia então uma vertente muito eficaz da irmandade ShugKnights munidos de todo o conhecimento recolhido nestes cem anos iniciaram uma guerra que dividira todo o planeta. Foram mais de cem anos de guerra e por fim a maior vitima do conflito foi o planeta. Ciente do erro que cometera Shug Mas depositou a sua alma e a dos mais de quinze mil irmãos mortos nos combates no OLHO DE SHUG e resolveu envia-lo para outro planeta, logo apos o OLHO DE SHUG ter saído da atmosfera o planeta se esvaiu em labaredas deixando de existir.

Durante milênios o Olho de Shug vagou pelo universo até finalmente aportar no planeta Terra, no Brasil, mas precisamente na cidade de Mogi das Cruzes. Em sua chegada convocou de imediato seis jovens que receberam a missão de guardar toda a Cultura Shug e proteger o Olho de Shug.

Cada um dos seis integrantes recebeu um poder, mas isso já outra história.

P.S. Como o Olho de Shug não foi criado para a atmosfera terrestre ele causou um efeito colateral, quando os integrantes se encontram nos mesmo ambiente e existe uma fêmea terrena começam a entoar uma canção; "Êro, êro, êro, festinha no banheiro. Êro, êro, êro, festinha no banheiro. Êro, êro, êro, festinha no banheiro..." Nesta situação eles são conhecidos como os Fucknightis, outra vertente muito violenta da Ordem de Shug.

MÁRCIO BRIGO 17:48 [+]
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Domingo, Julho 17
Rê-pouso

(Para ler ouvindo: Pearl Jam - "Given To Fly")



Um avião rasga os céus do estado mais movimento do pais, em seu interior um homem se desdobra em muitas atividades, orientando todos os seus comandados. Da cabine do piloto ao compartimento de carga ele é requisitado para todas as questões, desde as mais simples como qual o sabor do chá que será servido no lanche da tarde até qual a melhor rota para chagar ao objetivo final.

Não é uma vida fácil, são muitas informações ao mesmo tempo, e todas tem que ser processadas ao mesmo tempo, não há pausa, não há descanso, tudo tem que ser milimetricamente pensado. Tudo está sob controle, tudo está previsto, até agora.

Sua ajudante anda atrás dele o tempo todo quase como uma sombra, alias é assim que ele a chama, ela trás todas as informações importantes para ele e por muitas vezes é chamada para ajuda-lo em suas decisões.

Como que uma fissura em uma represa uma luz vermelha se acende. Este avião não é um avião comum, ele carrega dezenas de computadores onde homens olham para telas com centenas de informações processadas por segundo.

Mais uma luz vermelha como aquela não é algo bom, de maneira alguma. No sistema de comunicação interno o comandante chama o homem para sua cabine com urgência, quando ele volta es luzes vermelhas já são oito, em dois minutos são trinta e duas. Estariam crescendo geometricamente? Uma decisão atrasada é pior do que nenhuma decisão. Abandonar a aeronave. Diz o homem já com dor no coração.

Primeiro os operadores e os que não fazem parte de tripulação, na seqüência a tripulação e agora ele. Mas as luzes vermelhas já são todas. Todas que poderiam estar vermelhas estão. Não há tampo nem mesmo para o pára-quedas, ele vai pular assim mesmo.

É uma sensação maravilhosa, cair em queda livre o sol batendo em seu rosto, cada vês mais rápido, cada vês mais forte.

Toda queda tem um final, assim como todo poço tem seu fundo. Esse pensamento lhe ocorreu e não foi muito agradável. O que fazer, manter a mente calma e se focalizar em resolver o problema.

Não foi preciso, sua sombra como um espírito veio em queda livre em sua direção e o agarrou. Certo, você me salvou, mas quem te salva. A moça sorriu como que adivinhando o pensamento do homem e puxando a argola junto a seu peito e um grande e colorido pára-quedas se abriu.

Já no chão o homem encontrou toda a sua tripulação, seria coincidência aterrissar no aeroporto? Nem bem chegou ao chão seus homens já preparavam um novo avião. Na verdade estava tudo pronto para uma nova decolagem.

Os últimos equipamentos estavam sendo carregados e o comandante já o esperava para discutir a próxima rota.

Tão logo se desvencilhou do pára-quedas sua mente era só trabalho novamente. Agradeceu sua sombra e se dirigiu a sua equipe.

- Vamos homens, temos um avião para decolar.

Julho 2005
MÁRCIO BRIGO 16:38 [+]
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Domingo, Abril 17
Azul

Para ler ouvindo: Wilson Simoninha "Mais um lamento".



Como todo homem, no inicio era apenas um menino. E mesmo como tal vivi muitas aventuras, e entre tantas fui encontrado pela cor e pela "Ordem" me tornando então "O Menino Azul".

Com esse novo nome vivi ainda mais aventuras que me fizeram evoluir, mas ninguem é menino para sempre e não existe paz que dure para sempre, então a "Ordem" que antes me convertera agora me convocava para seu front.

Recebi a "Visão" uma armadura e a espada "Alma do Céu", me tornei homem no calor das batalhas, minha armadura de metal azul muitas vezes se tornou vermelha, pois todo cavaleiro tem obrigação de lutar por seus ideais. De longe meus inimigos tremiam frente ao nome "Cavaleiro Azul".

Assim como não há paz que dure para sempre o contrário também e verdade. Um dia quando descansava a sombra de uma arvore a encontrei. Ela me disse que eu poderia viver uma vida diferente e mais calma poderia me tranformar em algo melhor. Resolvi seguir a "Coruja Branca".

Feliz por não estar mais em guerra e vivendo em paz com meu coração recebi uma mutação, minha felicidade junto com a magia da coruja me transformaram em outra criatura, "Urso Azul" e vivi a felicidade e a tranqüilidade de um urso em sua plenitude.

Então voltando ao que já foi dito, não há paz que dure para sempre, um dia pela manhã a principio pensei que chovia, mas percebi que eram minhas lagrimas, era chagada a hora de partir, o urso se transformou novamente em cavaleiro e tive que dizer adeus a coruja.

Novamente com a minha espada e minha armadura em mãos parti para batalha, mas carrego em minha alma e minha espada a imagem da coruja que em tempos de paz me fez conhecer o amor.

O futuro como em toda guerra é incerto, mas como sempre, Deus estará do lado de quem vai vencer.

MÁRCIO BRIGO 12:18 [+]
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Quinta-feira, Dezembro 30
Noite Eterna

Para ler ouvindo: Queen - "Who Wants To Live Forever".



Uma noite, um caçador, uma forma de vida natural, mas incomum. A neve faz a noite ficar clara como um dia de verão, esse é o seu verão, essa é a máxima luz. Esta noite não é uma noite típica para ele, ele está mais preocupado em ver a neve, a noite e seus mistérios ao invés de caçar. Mas o caçador, não é comum, é o mestre dos caçadores.

Roupa de caçadora, forma de caçadora, trejeitos de caçadora, no entanto é apenas mais uma presa. Olhar a neve e sempre tão relaxante. Ela já conhece a fama dos caçadores. Por fama conhece seus poderes e seu charme, mas de fato a neve desta noite tem um brilho diferente.

Um encontro escrito há milênios ocorre. Embora em descanso, o mestre dos caçadores não podia deixar uma presa tão apetitosa. Afinal ele está no topo da cadeia alimentar. A neve branca fica muito mais bonita manchada de vermelho pensa o caçador. Uma força estranha vem daquela presa, daquela mulher uma energia sem igual não pode ser desperdiçada. O mestre resolve fazer de sua presa seu discípulo.

A presa vendo a neve vermelha, não sentia que algo estava acabando e sim que uma nova fase estava se iniciando, não sabia bem porque, mas tinha consciência que era sem duvida um início.

Diante de sua presa, agora não como presa comum, mas presa a sua vida e sua sina o mestre observa sua agonia e metamorfose. Como é bela a mutação.

A noite está se acendendo, o frio agora não é mais inimigo, ela sente outras coisas que não são tão importantes.

Os anos estão passando como dias, o caçador acredita ter encontrado a sua rainha, chegou o momento que ele não tem mais nada para ensinar. Tanto isso é verdade que ela começa a se tornar insolente.

Meses passando como horas e a presa que a esta altura já e uma caçadora vem aprendendo muito rápido tanto que chega a surpreender seu mestre convertendo presas em amantes.

Ofensa maior que essa talvez não haja. O mestre dos caçadores trocado por uma presa. Parece que agora eles estão em igualdade de intelectos, no entanto o caçador não se dá por vencido, toda vez que ela se afasta ele mata seus amantes e ela volta feliz para ele.

Para a caçadora o poder é algo estimulante. Seus amantes eventualmente somem eventualmente morrem, mas para ela não passam de moscas.

O caçador que agora é discípulo de sua presa tem a vida cada vez mais interessante mesmo depois de uma eternidade ela é capaz de lhe ensinar coisas alem da compreensão até mesmo dos imortais.

Essa vida de poder absoluto começa a cansa-la e ela não quer mais dividir as suas alegrias ou tristezas e decide partir.

O ex-mestre não pode compreender, mas aceita. É de fato um ultraje o mestre dos caçadores transformado em algo que pode ser descartado.

A mulher agora senhora de sua pós-vida começa a sua jornada rumo a noite completa. Fazendo de tudo, não há mais regras, tudo lhe pertence.

Aquele que antes era Mestre foi discípulo e agora é apenas um vassalo se recolhe em seus estudos, procurando encontrar aquilo que o fez perder a sua amada imortal.

Experimentando a noite de todas as formas ela prova de uma paz até então impensável e logo em seguida solidão. Ela resolve se voltar para ver o inicio da sua pós-vida e então ela se depara com algo mais sobre-natural.

Após se tornar recluso em seus estudos o ex-mestre tem agora uma luz diferente em sua vida, não como a fatal luz do sol, mas algo tão forte quanto. Os estudos, as origens e os mistérios agora iluminam sua pós-vida, tanto que ele chega a ponto de mudar seus hábitos alimentares. Então, algo que para um ser normal é comum acontece em meio à luz. Um fim.

A caçadora não acredita, ela julga que a eternidade foi violentada, uma estrela da noite se apagou, e em meio as suas lagrimas ela se perde para se encontrar de novo. Durante muito, muito tempo ela vaga transformando sua vida de formas que jamais imaginaria. Todos esses caminhos e mutações acabam por leva-la estágios tão iluminados como o seu ex-mestre. No entanto essa é uma outra historia. O que a caçadora nunca soube foi da pergunta feita por seu ex-mestre para luz quando ela veio busca-lo.

Quando a luz ao redor de iluminado aluno cresceu ele sabia o que viria a seguir então com a coragem de caçador que um dia foi encarou a luz e perguntou - Então estou perdoado? - e a luz respondeu - Nunca foste condenado.

Sem as repostas típicas dos mestres ela desistiu da neve vermelha e se entregou de novo a neve branca em toda a sua luz, mas como já foi dito. Isso já é uma outra história.
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MÁRCIO BRIGO 22:01 [+]
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Domingo, Agosto 1
Milagre

Hoje sem música.



Há muito tempo atrás, em um lugar muito distante operou-se um milagre. Neste lugar havia um garoto que era o pior aluno da classe, ele havia repetido duas vezes a segunda série do primário e estava em sua última chance de ficar na escola. Isso fazia o garoto se sentir muito mal tendo em vista que era o menino mais velho e um dos mais altos de sala e que suas notas eram as piores.

Em uma quente tarde de verão, próximo do segundo mês de aula a professora propôs um exercício. Deu a todos os alunos uma tira com três figuras, parecia história em quadrinhos. O garoto olhou com estranheza aquele papel, mas por algum motivo ficou calmo e esperou. A professora explicou que essas figuras seriam usadas como uma história, que os alunos teriam que olhar para as figuras e criar.

As figuras mostravam um gato correndo atrás de um rato, como o desenho que o menino via na televisão, "Tom e Jerry". No primeiro quadro, o gato corria atrás do rato, no segundo o rato entrava na toca e no terceiro quadro o gato se esborrachava na entrada da toca do rato.

A professora pediu que os alunos escrevessem uma redação com essas imagens. O garoto olhou para a folha e o texto estava pronto. Como era início de ano seu caderno ainda estava mais ou menos arrumado, ele caprichou o máximo que pode. Outra atividade era pintar o desenho e colá-lo no caderno, fez isso com o maior esforço e cuidado, para as outras pessoas que veriam aquela colagem anos depois pareceria feio, mas não para ele, durante anos o garoto ainda achou lindo, pois ele aplicou ali tudo de si. Já que o texto estava pronto, bastou escrever, o mais estranho é que ele lembra de nem mesmo ter usado a borracha (somente o terceiro ano usava caneta "Bic" ).

Uma sala de segundo ano primário quieta por mais de 20 minutos é algo quase impensável, no entanto, ele lembra que após todos terem feito suas redações a professora disse que leria e pediu a classe para ficar em silêncio. Além disso a professora disse que escolheria a história mais interessante.

Com sinceridade, no íntimo, ele queria que o sua fosse a escolhida, mas desde garoto ele sempre fora realista, sabia que não tinha chances, que os outros meninos escreviam melhor e que seus cadernos eram mais organizados e limpos que o dele.

Depois de devolvidos os cadernos a professora pediu para todos lerem, ele lia bem, pois gostava muito dos gibis do Tio Patinhas e então fez a sua leitura, depois o menino de trás, a menina do lado e por fim todos leram.

A professora perguntou a sala qual estória (e naquela época eram assim mesmo que se escrevia)eles tinham gostado mais , ninguém apontou nenhuma. Nenhum aluno tinha prestado atenção no que os outros haviam escrito. Então aconteceu.

Como não havia nenhum voto para nenhuma redação a professora leu a que mais gostou. Era justamente a redação do garoto. Em seus 11 anos de vida ele não se lembrava de dia mais feliz. Sua redação foi colocada no quadro e todos puderam ler.

O tempo foi passando e esse garoto começou a se interessar mais e mais por escrever e ler, começou a freqüentar bibliotecas, passou de ano, formou-se no primeiro e no segundo grau, foi para a faculdade, fez trabalhos que lhe renderam muitos reconhecimentos, tirou dez em uma resenha sobre "O manifesto do partido comunista". Mas, nenhuma das suas vitórias e sucessos foi tão forte e gratificante como essa "estória do gato".

O garoto lamenta que a história da sua vida tenha levado o caderno com a estória premida, mas o gosto pela escrita ficou, há aproximadamente um ano ele iniciou um projeto onde escreveria sem compromisso neste Blog, mesmo tendo sempre esse milagre em mente, ele não percebeu que essa redação foi justamente o que definiu seu estilo de escrita.

Muita coisa aconteceu depois que essa etapa se iniciou, ele encontrou pessoas que o ajudaram que lhe deram conselhos. Foi muito gratificante ter encontrado pessoas que gostaram de seus textos. Foram cronistas de final de semana, poetizas de amores profundos e vidas conturbadas, enfim, pessoas que queriam se comunicar e se fazer entender. Com algumas destas pessoas ele conversa diariamente, com outras eventualmente, houve até mesmo uma pessoa que conversou com ele apenas uma vez e se foi, mas todas sem saber (ou não), foram muito importantes para que ele não interrompesse esse fluxo de idéias.

Essa história foi contada porque em primeiro lugar foi o que fez ele continuar na escola, foi o que fez com que ele se sentisse um pouco parecido com os outros e continuasse escrevendo, sempre fez muito bem para o garoto escrever. Em segundo lugar, aniversários são ciclos que se completam e acabam apontando para o início, por isso esse garoto que recebeu o milagre pode dizer:

Feliz Aniversário "Ilusório e Misterioso".

Mas sem presentes, pois o presente já foi recebido há muito tempo atrás.

Afinal de contas milagres são presentes de Deus.

Revisão: Samara Moraes.
MÁRCIO BRIGO 11:51 [+]
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Sábado, Julho 17
Desertos

Para le ouvindo: The Doors "The End".



A mais de dez horas caminhando, seco, tanto em seu cantil como em sua boca, ele mal pode acreditar no que via: fumaça. Mas quando se trata do deserto maior e mais famoso do mundo e de uma pessoa no estado que está nosso amigo piloto, já é uma grande mudança.

Não confundir com esperança, pois esperança não é uma palavra adequada a este homem ou a esta situação, melhor seria usar desesperança. A última vez que o piloto viu água foram as lágrimas que escorreram de seu rosto na fria noite anterior, seus olhos estão fundos mais por causa de seu estado psicológico do que físico. Toda vês que olha para o horizonte e vê areia, ou para o céu e não vê nuvem, ele fica mais desesperado, no entanto essa visão promoveu uma mudança em seu estado. Não o deixou feliz, muito menos esperançoso, mas o piloto sabe que indo nesta direção terá mais chances.

- Chances do quê? - Pensa ele.
Talvez esse deserto seja uma benção, afinal qual a diferença entre esse deserto e sua vida? Nada muda, sempre foi e sempre será assim.

Em uma pessoa normal essa visão deveria trazer esperança e alegria, mas não a esse piloto. São várias partes de aviões que estão agrupadas na areia, algumas muito velhas, outras nem tanto, algumas fuselagens estão tão novas que não seria impossível ainda ter água e comida.

- Olá! Como vai? - Uma voz de mulher.

- Ô rapaz você está um caco! - voz de homem.

A dupla estava em pé atrás dele, ele não respondeu, somente se pôs a olhá-los. Limpos sem marcas de queimaduras, com os rostos rosados e sadios.

Eles apontaram para uma fogueira que parecia ser a origem de fumaça que o trouxe aqui.

- Vamos nos sentar um pouco - disse o homem.

Como antes, sem expressão, ele se sentou e ficou alternando o seu olhar entre as suas botas de aviador e algum ponto vazio no espaço.

- Então, você está sozinho? - Perguntou a mulher.

O piloto simplesmente fez um aceno positivo com a cabeça.

- Você está com fome ou sede? - Perguntou o homem.

Sem palavras fez um sinal de "tanto faz".

- Têm algo que possamos fazer por você? - Insistiu em conversar a mulher.

O piloto começou a chorar, chorava um choro sem lágrimas, não chorava por tristeza, chorava por desespero, no sentido de não esperar nada mais, toda a vida foi assim, porque agora seria diferente?

- Calma amigo, se acalme, desta forma você não vai conseguir melhorar - Disse o homem.
E neste momento o piloto explodiu.

Levantando-se começou a gritar:

- Porque não me deixam em paz? Porque não vão procurar outra pessoa para aborrecer? Acredito que neste deserto tão grande deve ter mais alguém para vocês importunarem.

- De fato ele não quer ajuda, ou será que ele não sabe como ser ajudado? - disse a mulher.

- Me parece que ele está além da nossa ajuda - Disse o homem - Bem, mas mesmo assim vamos tentar...

- Chega! - Gritou o piloto - Vocês querem me ajudar? Ok, vamos fazer assim, eu vou começar a procurar escombros que possam nos ajudar e fazer um veículo ou coisa do tipo, vocês fazem o mesmo e então saímos daqui e eu fico livre deste falatório deprimente de uma vês por todas!

A mulher olhou para seu companheiro, fez um aceno com a cabeça como que se pedindo apoio para o que iria falar:

- Acho que você não entendeu, foi por sua vontade que caiu neste lugar, na verdade foi você que criou este lugar. E só você, por si só pode sair daqui.

Os dois se transformaram em luz e deixaram o homem em meio a sua depressão.

Márcio Brigo

MÁRCIO BRIGO 17:25 [+]
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Domingo, Julho 4
Gnagnã II

Para ler ouvido: Meu amigo Pedro "Raul Seixas"



Mas esse Márcio Brigo é mesmo uma criatura preguiçosa, têm feito um péssimo trabalho neste lugar, desde abril sem escrever nada. Isso é inconcebível, alguém que pretende ter como segunda profissão escritor não pode ser tão relapso, disse que estava escrevendo projetos. Então quando ele se formar vai escrever todo dia? Olha Márcio se oriente a vida não é assim.

Eu sou Gnagnã o palhaço das perdidas ilusões, e por falar em ilusões perdidas esse Márcio Brigo é realmente um indivíduo desprovido de noção, é uma criatura tão piegas que quer fazer um Post comemorativo de um ano de blog.

Em nome da sabedoria, nunca vi nada tão ridículo, esses seres humanos e a sua noção de tempo, pensam que tudo tem começo meio e fim.

Eles não chegam aos meus pés, Gnagnã o ser que não é moral nem imoral e sim amoral.

Esperemos que Márcio Brigo retorne em breve da sua mediocridade.

Gnagnã.

(Aqui a primeira aparição de Gnagnã)
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MÁRCIO BRIGO 16:08 [+]
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Domingo, Abril 11
No velho oeste

Para ler ouvindo: Raul Seixas "Cowboy fora da lei".



Como em um bom clichê, no horizonte um cavalo traz um homem semidesmaiado sobre seu dorso.

Qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade diria que é um dia belíssimo para morrer.

Na entrada da cidade o homem avista uma mulher chorando com um cadáver de um velho no colo, do lado oposto da rua há um circo, uma jovem corre em direção ao cavalo e seu homem se virando em piruetas e saltos mortais, para em frente ao cavalo e seu moribundo. A garota coloca a mão dentro da boca e retira uma espada, quando ela aponta para cima o sol reflete na espada e tanto a mulher quanto à espada desaparecem.

Ainda atordoado com a cena o homem olha novamente para mulher que agora além de chorar está soluçando, agora em seu colo há um homem e o homem se pergunta se está nos braços da mulher ou montado no cavalo. Um elefante vem na direção do cavalo e de seu semicadáver, para, faz uma reverência e se vai, o homem pensa que é uma ótima hora para tomar uma bebida.

Um pistoleiro para em frente ao cavalo do homem e pergunta em tom de ironia se ele capaz de detê-lo, o homem põe a mão em seu colete acima de sua estrela de xerife, como é de seu dever a resposta para o pistoleiro é sim. São dois homens prontos para sacar as armas um quase desmaiado e o outro cego de fúria. Só se houve um disparo, e o pistoleiro cai sem ter ao menos tempo de sacar sua arma. A mulher agora grita seus prantos. O xerife resolve que definitivamente precisa de uma bebida, desmonta do cavalo, mas seu peso e corpo continuam sobre o animal, ele caminha em direção ao bar, mas antes de entrar neste lugar tão tranqüilo ele se vira mais uma vez para a mulher e em meio aos gritos dela vê que agora em seus braços há uma criança recém nascida. Como último suspiro o homem pensa.
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"- Essa mulher não sabe ficar sozinha".
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MÁRCIO BRIGO 00:46 [+]
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Sábado, Março 27
Um Super-Homem

Para ler ouvindo: Karnak "Eu to voando".



E finalmente ele recebe a substância.
- O mundo está menor? Ou eu estou maior?
Ele sente o poder, a força e a visão, ele dá um passo para trás e sente uma sensação estranha: - Será verdade?
- Será mesmo que eu posso fazer isso?
Para ter certeza que é possível ele se concentra fecha os olhos com força então acontece... Uma brisa suave começa a soprar seus cabelos e suavemente seus pés se erguem, ele está flutuando.
- Isso é maravilhoso! - Diz abrindo os olhos e vendo que continua subindo.
Já mais alto que o mais alto prédio, ele vê a sua casa que fica do outro lado da cidade:
- Será que depois de hoje eu vou poder voltar para lá?
Ele quer saber se ele pode apenas flutuar para cima ou voar em qualquer direção.
Fato, ele pode voar e pode voar rápido.
- A que velocidade eu posso voar?
Ele se dirige para o aeroporto, há um avião levantando vôo ele vai testar sua velocidade.
- Esse Boeing não tão rápido quanto dizem, eu nem estou suando.
Ele está tão rápido que já está sobrevoando o oceano.
- Me disseram que com essa substância eu poderia fazer tudo, será mesmo?
Na velocidade que está ele simplesmente se flexiona um pouco para baixo e mergulha no oceano.
A ausência de desconforto o espanta mais do que se ele estivesse se afogando.
- Como o oceano é bonito, como é calmo. Agora eu não preciso nem mesmo respirar.
O que ele não vê é que a sua espreita está um tubarão martelo. É tudo muito rápido. O tubarão vem em sua direção e o morde. Ele sente algo sem saber o que acontece e vê um tubarão nadando em dispara para longe dele.
- O que são essas coisinhas brancas na água? - o que ele não sabe é que são os dentes do tubarão.
Voar ele quer voar, ele está com uma vontade tão forte de chegar ao céu que em um piscar de olhos já está entre as nuvens. Então percebe que não voou até lá e sim se teletransportou.
- Posso me mover na velocidade do pensamento?
Vê uma praia distante, pensa e está lá.
- Eu não preciso ir para ver
Então ele toma consciência que pode ver, ouvir e sentir tudo o que quiser e resolve ouvir a sua casa e logo de início ouve sua filha dizendo.
- Mamãe, cadê o papai? Porque ele não veio brincar comigo, hoje não é domingo?
- Seu pai não se preocupa com ninguém alem dele mesmo filha, saiu de manhã para comprar pão e até agora não voltou.

Há turbilhão e ele cai de vota no mesmo lugar onde tomou a substância.
- O Pedrão que porcaria essa que vc colocou no meu Whisky.
Pedrão respondia para uma mulher a hora, cinco e quinze da tarde, virou e respondeu para o homem:
- Nada, é o mesmo que você está bebendo desde as 8 da manhã.
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MÁRCIO BRIGO 16:18 [+]
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Domingo, Março 14
K

(Para ler ouvindo: Peninha "Sonhos")



No primeiro dia que falei com você, disse o que não devia, na segunda vez a chuva nos abençoou, riamos, vivíamos e sentíamos muitas coisas, outras eu sinceramente lamento por não ter tido tempo de fazer. Acabou, eu chorei, mas era tempo de acabar.

Então eu tão menino, e você tão mulher, forte, mas, frágil. Você que me ensinou o que eu nem imaginava aprender, fomos homem e mulher. Uma dupla, um casal, fomos cúmplices, mas... mesmo assim acabou.

O meu mundo se modifica, o futuro mudou, o chão se abriu. Como um furacão você entrou em minha vida, mudou os meus conceitos, me transformou em sólido, líquido e gasoso, tudo ao mesmo tempo.
Sua maneira de ser me fez traçar planos para o futuro. Então por um capricho do destino te perdi. Briguei com Deus (mas isso é outra história). Você se foi...

Quando eu menos esperava, você apareceu novamente, nos comunicávamos indiretamente, virtualmente, te conheci. Afinidades e desafinidades nos pautaram. Com uma intensidade muito grande, nos encontramos e tivemos idéias, então, conheci um sentimento novo, que até agora não sei para que serve, o orgulho.

Acabou.

Fui muito feliz com você em todas as minhas fases.

E agora, olho para o futuro e vejo o quanto que aprendi e o tanto que ensinei, tenho fé, mas me pergunto: E agora o que virá?

MÁRCIO BRIGO 09:59 [+]
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Sábado, Fevereiro 28
Força de Vontade

(Para ler ouvindo Joe Cocker: With A Little Help From My Friend's´).



Milhares de pessoas usam o metrô diariamente em São Paulo, dessas milhares de pessoas a maioria utiliza e linha leste oeste. Desta linha a estação mais distante do centro é Corinthans-Itaquera, as pessoas da periferia chegam até ela através de uma grande estrutura de transporte composta de ônibus e lotação. Os mais afortunados chegam até mesmo de táxi ou carro, mas as diferenças acabam aí, pois assim que desembarcam nas entradas do metrô são todos iguais.

São oito horas da manhã de uma segunda feira, a temperatura gira em torno dos 35 graus, um homem caminha em direção as catracas do metrô Itaquera, ele está meio curvado para frente anda com cuidado como se pudesse derrubar algo, este homem sente uma forte dor em seu ventre.

É como se sua percepção estivesse mudado, o mundo não é mais como era antigamente, seu estado ele não pode garantir que é sólido, ele acredita que pode ser algo entre o líquido e o gasoso.

Muita gente se aperta, se esfrega, se coloca à frente, todos querem o mesmo, mas poucos conseguem o objetivo, na plataforma chega o metrô e a porta abre, as pessoas invadem o vagão como espermatozóides que vão em direção ao óvulo. O homem não toma parte desta corrida, ele está todo arrepiado e sente um suor frio.

Vai começar, após o estouro dos humanos ele entra meio andando, meio empurrado, meio cambaleando algum lugar para sentar seria ótimo, ele não sabe quanto tempo ele pode segurar, porém lugar para sentar é totalmente impossível.

O metrô apita, ele se segura no ferro na parte central do vagão. "Só mais 30 minutos Deus".

Metrô Arthur Alvim, ele procura não pensar em mais nada a não ser em sua situação, afinal se ele se desconcentrar o que pode acontecer?

Entre as estações Arthur Alvim e Patriarca existe o maior espaço entre estações do metrô de São Paulo, ele sabe disto e acredita que se conseguir manter a sua concentração entre estas estações ele estará apto a continuar.

Ele aperta o ferro com tanta força que tem a impressão que pode entorta-lo, Guilermina Esperança.

"Deus eu só preciso de mais alguns minutos", Vila Matilde.

Se ele puder chegar ao shopping Tatuapé talvez ele possa resolver o seu problema, Penha.

Ótima idéia, porem ainda são oito e vinte da manhã, e mesmo que o shopping estivesse aberto ele não conseguiria sair do metrô naquelas condições (suas e do metrô), Carrão.

Tatuapé, é melhor continuar se concentrando ele está se saindo bem, acredita que a força de vontade adquirida hoje lhe será útil no futuro.

Suas mãos transpiram, ele quase não consegue sentir seus pés, seu ventre vez ou outra dá pontadas que o faz quase se dobrar, Belém.

Agora o barulho do metrô no túnel quase faz ele perder a concentração. "Deus mais 12 minutos, por favor", Bresser.

Ele está quase feliz, se é que alguém em seu estado pode ficar feliz, porém neste momento ele vê uma mulher que está bem próxima, ela se levanta e ele volta para sua concentração, porém um barulho seco de batida o trás de volta, a mulher desmaiou e caiu em meio ao metrô lotado, mas o que fazer? Um senhor quebra o dispositivo de segurança "Agora não, pelo amor de Deus" enquanto outro levanta mulher e a recoloca no lugar, no sistema de alto falantes o homem ouve: "Para o usuário que solicitou socorro, ele será prestado na próxima estação!" Brás.

A visão do inferno, pensa o homem, centenas de pessoas na plataforma querendo entrar em um metrô já ocupado por centenas de pessoas, uma mulher passando mal, dois guardas do metrô tentando entrar, pessoas tentando sair e o homem tentando se concentrar, a mulher diz se sentir bem, mesmo sem os guardas terem entrado o metrô segue seu caminho, afinal parar o metrô é parar São Paulo.

O homem se concentrou tanto em sua dor que nem notou a estação Pedro II, só percebeu o espaço que começou a surgir quando chegou a Sé.

Ele acha melhor se aproximar da porta afinal vai descer na próxima estação. Ele se coloca bem na frente da porta, após ela se abrir bastará ele dar um passo e estará fora do metrô. A seu lado uma mulher também aguarda para sair, Anhangabaú.

O metrô está quase parando acontece um solavanco e a mulher a seu lado se desequilibra, encosta no homem, quase o derruba e faz ele perder a concentração "Hoje definitivamente não é meu dia".

A porta se abriu, ele anda em desabalada carreira, a mulher gritou algo, porém o homem dentro de sua concentração não a ouviu, a primeira escada rolante, tem uma fila muito grande, ele vai subir a escada rolante "Deus, eu preciso subir, eu não cheguei até aqui por nada". Ele usa a escada convencional.

Respirando fundo o homem chega a segunda escada rolante, essa ele não vai ignorar, esse tempo que a escada leva para subi-lo serve para ele se concentrar mais ainda em seu objetivo.

Dor, ele sente que vai dobrar ao meio, mais alguns passos ele estará na catraca. Ele está suando tanto que sua camisa está grudada a seu corpo como uma segunda pele, terceira escada.

Agora só faltam alguns passos "Só mais um pouco Deus", sobe a última escada.

... ...

O jornaleiro sentado em sua cadeira dentro da sua banca que fica ao lado da saída Cel. Xavier de Toledo do metrô Anhangabaú vê um homem estranho chegando para atravessar a rua, ele está andando todo duro, parece um robô. Ele deixa a revista que estava lendo e se põe a observar o homem, abre o semáforo o homem caminha com convicção andando duro, porem rápido em direção a esquina da esquerda onde existe um Ciber Café. O homem para olha ao seu redor e cai. Ninguém esbarrou no homem. E neste momento começa a chover torrencialmente, como é de costume em São Paulo.

O jornaleiro é o primeiro e chegar e ver.

... ...

Alguns dias depois podemos ouvir um repórter de televisão falando: A polícia ainda procura pistas do assassinato ocorrido na esquina da rua Sete de Abril com Xavier de Toledo. Um homem apareceu com um ferimento na barriga aparentemente causado por uma faca. O jornaleiro da banca em frente ao metrô Anhangabaú viu o homem sair da estação a cair logo após atravessar a rua. Ontem uma mulher se apresentou à polícia dizendo que esbarrou com o homem dentro do metro Anhangabaú e se sujou de sangue, ela gritou para ele, mas o homem subiu a escada rapidamente.
O âncora continua - Teria sido muito mais fácil descobrir algo sobre o assassino deste homem se a polícia tivesse retirado o corpo do homem antes de começar a chover, quando o carro do IML chegou já fazia quinze minutos que o corpo do homem estava tomando chuva. Fique agora com a previsão do tempo.

"Para onde será que esse homem ia tão convicto?"

Márcio Brigo
Revisão: Kátia Veg

MÁRCIO BRIGO 19:30 [+]
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Quinta-feira, Fevereiro 12
Rainha da Dor

(Para ler ouvindo: Zé Ramalho "Mistérios de meia-noite").



A porta de emergência se abre, uma mão manchada de sangue aparece entre a fresta, em seguida um braço branco como leite e em seguida todo o corpo da mulher. O que cobre o corpo da mulher é um trapo, são apenas restos de algo que aparenta um dia ter sido um vestido branco.

Ela olha ao seu redor, um beco sujo e escuro. Ela não sabe que horas são, ela não sabe o que fazer, não sabe como voltar para casa.

Em suas coxas grossas existem mais manchas vermelhas e também manchas de algo branco e viscoso.

Ela está com frio e sozinha, aparentemente se ela seguir em frente chegará à rua, a maldita rua por onde ela entrou no prédio, ela não sabe se isso pode ser uma boa idéia.

Primeiro passo: aparentemente o beco está vazio.

Segundo passo: realmente o beco não está vazio, a sua direita um fantasma está se drogando atrás de uma caixa de papelão, embora a mulher quase tenha desmaiado com susto ele nem tomou conhecimento da sua presença. Ela pensa em voltar, mais não sabe se o beco é mais perigoso que aquele lugar estranho de antes

Terceiro passo: mais uma evidência de que o beco não está vazio, ela ouve uns gemidos estranhos, a sua esquerda o lobisomem está transando com a grande abóbora e assim como o fantasma não tomam consciência da presença da mulher.

Ela se vê com seu vestido em frangalhos, mãos e pernas manchadas, não vai mais contar os passos, ela acredita ser melhor correr para rua e acreditar em Deus.

No caminho para a rua ela vê um dragão deitado no chão, é também um coelho vomitando em uma lata de lixo.

Finalmente a rua e a luz do poste.

Quase sem fôlego ela olha para a porta por onde entrou por onde todo esse pesadelo começou.

Exatamente quando ela pensa como isso poderia terminar, na porta aparece um vampiro com uma cara preocupada olhando para os lados até que à encontra.

- Por onde você esteve? - perguntou o vampiro.
- Eu estava sozinha naquele lugar cheio de gente estranha...
- Gente estranha? Isso é uma festa do Dia das Bruxas além do mais você está fantasiada de mulher estuprada, quer coisa mais estranha do que isso?
- Eu me assustei e sai... - disse a mulher com vergonha.
- Olha não é nem nove horas ainda, vamos voltar lá para dentro, a música está muito legal - disse conduzindo a mulher - Relaxe, eu vou te apresentar um cara que eu conheci, ele está vestido com uma fantasia de chuveiro, realmente uma figura...

"No dia das bruxas os velhos fantasmas vêm até nós. Para alguns eles falam; para outros são mudos". Dia das Bruxas - Eleanor Fajeon.


MÁRCIO BRIGO 15:12 [+]
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Quinta-feira, Janeiro 29
Bem Maior (Luiz e o Anjo)

(Para ler ouvindo: Legião Urbana "Os Anjos")



A luz entra por uma fresta e ilumina uma caixa vermelha, com alguns ponteiros que emitem um som, tic, tac. Luiz dorme profunda e tranquilamente, como se tivesse um anjo cantando para ele dormir.

Então o som...

Ninguém gosta deste som, o som do inicio do dia. O anjo pára de cantar, então Luiz abre apenas um olho, localiza a caixa e a arremessa na parede, afinal ele ainda não quer acordar.

Que noite maravilhosa ele tem para lembrar.

Luiz acorda, ainda sente o gosto de cerveja das bocas que beijou, quantas foram? Seis, sete? Ele não lembra.
Mas realmente foi uma noite formidável, não foi uma data especial, foi apenas uma noite como todos as anteriores.

Correndo Luiz sai, além de estar atrasado tem que pegar o seu carro a um quarteirão de distância de sua casa, pois na noite anterior estava tão bêbado que não conseguia mais dirigir.

No caminho para o trabalho Luiz cruzou três semáforos vermelhos, passou de propósito em uma poça de água para fazer uma mulher se molhar e jogou o carro em um cachorro, cachorro esse que só não morreu por que pulou no canteiro central da pista.

Luiz saiu do trabalho direto para o bar e lá encontrou seus "amigos", estava ótimo como sempre.

Mais mulheres, mais bebidas, mais orgia, mais coisas formidáveis, Luiz está entre os seus.

No limiar do mundo espiritual podemos ver um anjo, ele traz em seu corpo as marcas das defesas que faz para o mortal Luiz.

O anjo tem a asa direita quebrada, a asa esquerda toda suja, suas pernas inchadas e a sua aréola quase não brilha. Mesmo assim no dia seguinte ou quando Luiz precisar o anjo estará lá, cantando para ele.

Em um momento de revolta o Anjo pensa:
- Ainda assim ele vai para o céu.


"Bem aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus" MATEUS 5-3.


MÁRCIO BRIGO 20:20 [+]
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Sexta-feira, Janeiro 16
Mal Maior

(Para ler ouvindo: Rolling Stones "Sympathy For The Devil")



São duas e quinze da madrugada, através do portão ele observa a residência, já são mais de dois meses que a observação acontece, ele vê as pessoas que entram e saem da casa, segundo seus olhares apenas um casal habita a casa, um homem loiro alto e magro e uma mulher igualmente alta e loira.

Uma casa ampla com dois carros na garagem, uma piscina grande, o jardim mais parece uma floresta. Tudo isso com certeza é garantia de muitos objetos caros no interior da casa.

Hoje é o dia, o bandido não vai mais esperar, suas providências já foram tomadas, com a arma em punho ele vai pular o muro da casa, entrar pela porta da frente, vai amarrar o casal, encher o carro com tudo que achar interessante e ir embora.

Como havia previsto ele pula o muro com facilidade, são apenas alguns passos até a porta, ele abre a porta com a chave reserva que o dono da casa sempre deixa embaixo do capacho, como havia previsto. "Que cheiro e esse?" Na sua vida bandida ele nunca havia sentido cheiro de enxofre antes. Caminhando rápido pela casa se preocupando mais em ser rápido do que silencioso, ele percebe luz na cozinha, como havia previsto. Parece que os dois estão ajoelhados ao redor de um círculo, tem algo fazendo fumaça, existem velas amarelas, mas o bandido não quer saber, dá uma coronhada na nuca do homem que cai desmaiado sem saber como foi atingido. A mulher começa a oferecer resistência, como havia previsto. Só começa, ela leva um soco no estômago e é jogada no chão. Ele coloca a arma no chão, tira uma fita adesiva do bolso e enrola as mãos e os pés da mulher, mas antes de colocar a fita adesiva na boca dela ele houve:

- Meu pai vai te pegar!

Isso ele não havia previsto.

"Pai? Não tem mais ninguém aqui." Ele se certificou, até olhava as janelas, via o dia a dia do casal, conhecia esse lugar como se fosse a sua própria casa. Pensando assim ele terminava de amordaçar o homem que ainda estava desacordado, mas em muitos anos de vida bandida nada o tinha preparado para o que ele estava vendo.

Esse homem é um bandido, bandido é a forma como ele gosta de ser chamado. Bandido porque ele gosta da ação, tudo que pagar bem e for perigoso ele está dentro, seqüestro relâmpago, assalto a banco, tráfico de drogas e até mesmo assassinato, o mais destemido entre os mais destemidos. Não hoje.

Existe uma porta que fora da casa ele nunca tinha identificado para onde ela dava acesso, essa porta fica na cozinha, ou melhor, ficava, pois aparentemente era um acesso ao porão da casa, era porque com um golpe só um homem fez a porta se quebrar em várias partes Esse homem não parece ser um homem qualquer, loiro como o casal, mais de dois metros de altura, aparentemente muito forte o cabelo cumprido na altura da cintura, nu e com o corpo todo coberto por tatuagens de dragões e demônios.

O bandido fica tão impressionado com o tamanho do homem que não se move, o homem nu pega a arma do bandido no chão e lhe bate na cara, então o bandido não vê mais nada.

Agora o bandido está vendo um símbolo que parece o que estava no chão da cozinha, mas o símbolo não esta no chão e sim no teto, o bandido está amarrado no chão, com várias velas amarelas em volta dele, como às que estava no chão da cozinha, a cabeça está girando e ele sente uma enorme dor de cabeça. Não é só a cabeça que está doendo, o peito também, ele olha para o peito e vê uma adaga está fincada em seu peito até o cabo. Neste momento ele toma consciência da dor e tenta gritar, mas o simples movimento do peito faz a dor muito maior.

O casal está em pé próximo a ele com roupas brancas, seus rostos não tem expressão.

A ultima coisa que ele vê é o homem tatuado com um machado em direção ao seu pescoço.

Depois disto ele não sentiu mais nada.

"O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela" Jô 1-7.
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MÁRCIO BRIGO 17:44 [+]
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Quinta-feira, Janeiro 1
Lobisomem.

(Para ler ouvindo: Queen "Under Pressure")



Ele está mais uma vez correndo entre os homens, mais uma vês está correndo entre os fracos. "Mais que droga, eu quero tanto parar com isso, eles me temem por minha força mais não sabem o quanto o seu olhar me fere".
Alguns homens o enxergam com ele realmente é, outros não tem menor noção do que os rodeia. Ele quer sair disto, ele quer seguir tranqüilo para outro lugar. Mas que lugar é esse? Existiria algum lugar onde ele estaria em paz?
Ele está transformado, está completo ele só quer ser aceito "Ao menos se eu tivesse alguém que pudesse me acompanhar, alguém para dividir meus anseios". Quando ele caminha e cidade treme, quando seus pelos se arrepiam as pessoas correm, quando ele está triste alguma coisa é destruída. Entre os tolos existe alguns que sabem exatamente a extensão de seus poderes, e alguns que até se dizem tão fortes quanto ele, mas eles apenas se fantasiam. As lagrimas grossas molham o seu resto, a neve cobre a cidade, ele não agüenta mais vai gritar.
Alguns homens correm para ver o quê acontece e, mas logo que o vem começam a correr em direção contrária, existem os que acreditam poder dete-lo, para ele são apenas moscas, um braço, um golpe, não há mais pessoas para importuna-lo.
Essa movimentação o deixou irritado, mais do que já estava.
"Vou procurar um canto tranqüilo e esperar a metamorfose passar".

O que ele não sebe é que nasceu desta forma e assim será até o fim dos dias.
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MÁRCIO BRIGO 19:53 [+]
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Sábado, Dezembro 6
Carta

(Para ler ouvindo: Gilberto Gil "Super Homem a Canção")



Oi Ditinha como vai?

Como está à vida ai em Minas? Estudando muito? Muitas baladas? Beijando muito? Eu consegui o que eu queria vou estudar moda, não é legal? Faz muito tempo que eu queria algo que tivesse realmente a ver comigo.
Você esta se cuidando bem? Olha não vai se descuidar da sua renite, acho que às vezes você é muito relapsa.
Eu falei para minha mãe que você vai vir para o fim do ano é ela ficou super feliz, disse que vai fazer aquele frango especial que você adora.
Você já resolveu aquele problema com o seu pai? É muito feio uma filha que não fala com o pai. Isso tudo por causa da Rosa, mais você não tinha como saber o que ele seria capaz de fazer.
Não é impressionante como a vida dá voltas? Aquele cara que eu estava saindo me pediu em namoro, lembra dele? Foi um dia muito estranho ele me chamou para ir ao cinema, fizemos aquele passeio comum de sempre, shopping, lanche e cinema, mas ele estava estranho achei que ia dizer que não queria mais sair comigo. Então ele disse que estava muito feliz que eu estivesse lá e então perguntou se eu queria namorar ele. Você acha que eu aceitei? Claro que sim, você quer saber seu eu gosto dele? Hihihi. Não vou poder te dizer isso, pois nem mesmo eu sei.
Antes disso na semana passada ele me apresentou um casal de amigos super estranhos eles não foram com a minha cara logo de inicio, fomos jantar e depois dançar um pouco. Você não vai acreditar, eles disseram que eu estava chamando muita atenção para eles e quase me bateram, pode uma coisa dessas?
Mais agora com esse namoro eu espero passar por cima de tudo isso e finalmente ser feliz.
Ditinha estou com muita saudade mande noticias.

Um beijo do seu amigo para sempre, Hermes.

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MÁRCIO BRIGO 19:49 [+]
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Domingo, Novembro 23
Batalha

(Para ler ouvindo: Linkin Park - In The End)



Na floresta típica de outono um homem corre, em sua mão uma espada, em suas pernas o cansaço, no seu ombro um corte que ele ainda não percebeu.
Ao encostar-se em uma arvore, percebe o sangue que escorre de seu ombro manchando sua túnica azul, "chova" pensa ele, chove. Hoje ele está sem a sua armadura azul, mas isso não é problema. A chuva vai ajuda-lo a se esconder e cuidar de seu ferimento.
Alguns minutos atrás ele foi atacado por 10 homens, numero que ele considera mínimo, no entanto foi ferido, coisa rara em consideração a quantidade de atacantes. Um destes homens está vivo, mais fora de combate, o outro um guerreiro com uma espada está uns duzentos metros correndo em sua direção e a homem estranho que ele julga ser um mago ele não consegue "sentir", os outros não respiram mas. Apos rasgar a capa ele a amarra em seu ombro dentro de alguns instantes seu ombro deve estar melhor, dentro de alguns instantes esse combate deve estar acabado.
A espada "Alma do céu", com o cabo azul em sua mão quer entrar em ação, ela clama por sangue, afinal é o que toda arma quer quando é retirada de seu descanso sua. Ele ergue a espada, vai começa.
Algo está errado, "onde está o homem?". Ele olha ao seu redor seus sentidos não percebem o homem e não percebem o mago.
- Saudações cavaleiro - uma voz
Ele não responde. Seu ombro já está curado.
- Saudações - a voz insiste, "Agora sim" pensa o cavaleiro.
Com um movimento certeiro ele se vira e atravessa o guerreiro inimigo com a sua espada. Este cai com os olhos fixos no céu, estava a apenas dois passos dele.
- Cavaleiro acredito que você é realmente muito forte, no entanto agora eu vou leva-lo.
- Beep, beep, beep.
Aquela tarde de outono é invadida pó um imenso barulho, a chuva para, as arvores tremem. O céu se cobre de uma luz imensa.
- Beep, beep, beep.
O cavaleiro pode sentir que algo esta errado parece que o mundo esta se desmanchando.
- Mago o que você esta fazendo é muito perigoso, pare!
- Não sou eu seu estúpido é algo muito mais forte.
- Beep, beep, beep.

"O despertador, droga tenho que ir para escola".

Onde estará o Cavaleiro e o Mago?
Quem está sonhando?

Leia o começo desta jornada

Márcio Brigo
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MÁRCIO BRIGO 11:20 [+]
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Domingo, Novembro 16
Alerta para o Tio Sam

(Para ler ouvindo: Novo Aeon com Raul Seixas)

Programas como o "Cidade Alerta" não são exclusividades de paises de terceiro mundo, como o Brasil, no filme "O quarto poder" (Mad City, 1997 EUA) podemos ver como isso é mais comum do que parece na terra do Mc Donald´s.
Ao fazer uma matéria sem relevância um repórter decadente de uma emissora regional se vê em um seqüestro dentro de um museu.Um homem que perdera seu emprego de segurança do museu alguns dias antes, toma de forma atrapalha como reféns à diretora do museu, algumas crianças e o repórter Max Brackett (Dustin Hoffman). Como Max ainda estava com o equipamento de reportagem consegue fazer contato com a sua equipe que o coloca ao vivo de dentro do museu antes mesmo de a policia saber do seqüestro. O ex-guarda Sam Baily (John Travolta) queria apenas falar com a diretora do museu e como ele não lhe dava ouvidos, ele acaba disparando a arma e sem consciência fere o guarda do museu que foge e é socorrido em rede nacional.
Max (Hoffman) convence o desempregado/seqüestrador que pode comover a opinião publica a seu favor. Daí em diante o filme vai mostrar a luta do repórter em ter uma matéria convincente e de muita audiência.
A parte mais interessante do filme e como as notícias são colocadas de forma rápida e urgente, tudo é ao vivo e sem tempo de grandes investigações, apenas os fatos interessam. A briga por audiência é violenta não se discute ética, tudo é permitido.
O modelo "Cidade Alerta" americano tem produção mais bonita e mais cara, mais igualmente reprovável por conceitos jornalísticos, por isso, um grande filme de descobertas.

MÁRCIO BRIGO 09:45 [+]
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Domingo, Novembro 2
Insano

Para ler ouvindo qualquer coisa.

Quero ter direito a chupar sorvete em dia de chuva, quero ter direito a poder empurrar a bicicleta ao invés de pedalar, quero ter direito de olhar para o céu, mesmo que seja no meio da rua sete de abril, quero rolar na grama, mesmo que seja a grama da faculdade, quero ter direito de rir alto, mesmo que seja sozinho vendo desenho do Pica-Pau que já era velho quando eu nasci, quero ter direito de cantar uma música bem alta junto com o cd player mesmo que seja uma música do Roberto Carlos, quero poder discutir filosofia mesmo que seja nos 15 minutos de intervalo do trabalho, quero poder beber com amigos e voltar trêbado para casa.
Se para fazer qualquer uma destas coisas (e eu posso só fazer algumas) eu tiver que carregar este rótulo então eu vou carrega-lo adiante.
Insano.

A partir de agora eu também estarei manifestando as minhas insanidades no blog Almas Insanas., apareça por lá.


imagem:
Rui Dias Monteiro - O fim
1000 images
http://www.thousandimages.com/
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MÁRCIO BRIGO 10:16 [+]
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